📸Ondas levaram casas na praia da Redinha
📍Redinha
📅Data: 21 de agosto de 1970
🧍♂️Foto: Sem identificação
💾 Acervo: Diário de Natal, sexta-feira, 21 de agosto de 1970, ano XXX, edição nº 8.885.
Ondas levaram casas na praia da Redinha
Os ventos de agosto, “mês do desgosto”, quando as “bruxas andam soltas” continuam fazendo o mar crescer na sua raiva. E parece que ele procurou descarregar com maior violência a sua fúria na tranquila Redinha, de brancas areias, do peixe frito, da cachacinha. A ressaca, de proporções enormes, mudou a fisionomia da praia de veraneio. Quatro casas foram destruídas e os estragos se estenderam a outras áreas.
Os pescadores, porém, permaneceram indiferentes, eles que sabem de tudo e estão sempre preparados para as surpresas do velho mar. Também no mercado da Redinha a vida continuou.
OS DANOS
Quem desce da cidade é que sente o quanto foi violenta a fúria do mar. As casas destruídas — duas de alvenaria e duas de “taipa” (pedra, barro batido e madeiras entrelaçadas), não ficam à vista imediata de quem chega à praia. Pela estrada que corre paralela à Redinha, pode-se até mesmo dar de cara. Descendo-se, porém, é que se observa o estrago.
Pedaços de pedras — que antes serviram de quebra-mar —, colocados pelos veranistas à frente das casas, estão agora espalhados em meio à areia trazida pelas ondas. Madeiras, anteriormente utilizadas como caibros, fazem parte do saldo deixado pela ressaca.
Os danos causados às casas são consideráveis. A primeira, uma das que menos sofreu, possui, ao que parece, apenas um lado. Da segunda, restou, apenas, um pedaço de parede com um metro de altura por dois de comprimento. As duas outras perderam a parte da frente.
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